O governador Jaques Wagner afirmou, nesta terça-feira (5),
em entrevista na governadoria (CAB), que a decisão de manter a greve dos
professores da rede pública estadual é “inexplicável” e que foi recebida com
“tristeza, decepção e indignação”. Ele revelou que a proposta de ganhos
escalonados saiu de integrantes da APLB/Sindicato e foi incorporada pelo
governo e ressaltou que em nenhum momento se falou de que será necessária uma
prova, mas sim cursos de qualificação. “Ninguém terá que fazer prova, só terá
que estar presente nos cursos”, esclareceu.
O fato de uma nova assembléia ter sido marcada para
terça-feira da próxima semana (12), um hiato de sete dias, sugere, para o
governador, descaso com a situação dos alunos. “Não consigo entender o que
passa na cabeça desses educadores e de suas lideranças. Fui sindicalista, da
iniciativa privada, e (quando em greve) as nossas assembléias eram permanentes,
às vezes duas ou três vezes ao dia. Eles, sindicalistas do serviço público,
estão prejudicando os alunos mais carentes da sociedade”, falou o governador, acrescentando
que não há direito a salário que seja maior que o direito dos alunos à
educação.
Sobre as afirmações, dos sindicalistas, de que o governo
estaria sendo intransigente, Jaques Wagner lembrou que a cada vez que o governo
se movimenta (apresenta uma proposta) “eles não saem do lugar”. “Quero, cada
vez mais, valorizar os educadores, mas tenho limites”, observou.
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